ainda azul





Os dias tórridos, o tanque das regas, cuidado com as trovoadas, não mergulhem, não se atrevam. Aquela história antiga do rapaz e da bicicleta e do raio que o matou perto da oliveira que lhe serviu de abrigo e morta a oliveira e o rapaz, entristeciamo-nos um pouco apenas.
Comíamos finas fatias de melão à merenda e não me recordo de outros assim, simultaneamente doces, picantes e sumarentos. Na pouca luz noturna os céus eram de estrelas e o vento quente sussurrava-nos loucuras ternas.
O verão não se pintava já de azul-marinho, talvez azul-pervinca.









6 comentários:

Jaime Latino Ferreira disse...

MANUELA BAPTISTA


Fosse de que azul se pintava o verão, como sempre, maravilhoso!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 13 de Setembro de 2019

CCF disse...

Isto, isto é o Verão!
~CC~

Rogério G.V. Pereira disse...

Vais me dizer
que não tem nada a ver
mas estou prestes a exterminar
não sei se uma colmeia
não sei se um vespeiro

e tu distraída com as loucuras ternas sussurradas pelo vento.

Só de pensar que possam ser abelhas, tremo

Graça Pires disse...

é azul-paixão, Manuela. Tanto azul só pode ser a cor dos sussurros murmurados rente aos ventos.
Sempre tão belas as tuas histórias…
Uma boa semana.
Um beijo, minha Amiga

Marcos Satoru Kawanami disse...

azul-pervinca, aprendi outra palavra com você, sempre aprendo aqui.

abraço

mz disse...

O azul do dia, e o azul da noite, o azul das histórias com as estrelas que nos tocam a magia do tempo. Que seja então o azul-pervinca.

Todos temos um azul que nos pinta as estações e as emoções!
Um beijo para si, Manuela e um feliz mês de outubro.