O PINTOR E A LUA

Era tão tímido que se escondia em qualquer lado, nos roupeiros, na gaveta das toalhas, no sótão, debaixo da mesa. Não gostava que estivessem sempre a falar dele, a medi-lo para ver se tinha crescido, a pesá-lo para ver se engordara, a perguntarem-lhe se gostava de desenhar só para lhe ouvirem a voz.
A professora olhava para ele, chamava-o "Vem cá!" ele dizia "Quem? Eu?!". Não queria ser ele, mesmo que soubesse tudo na ponta da língua, não queria ser ele a ter que se levantar, pegar no livro, ler, interpretar! "Quero lá saber! Esta história não é minha! Eu oiço os pássaros lá fora e o sussurro do vento nas folhas das laranjeiras, quero roubar um ovo no galinheiro e fazer uma gemada amarela, tão amarela como o sol, afogá-la em açúcar e depois derretê-la na boca devagar, devagar..."
Gostava de andar por aí, aprender com o pai os segredos da terra, com a mãe a linguagem das plantas, contar as estrelas do céu, sonhar com os peixes do mar e depois, sozinho no silêncio da tarde à sombra de uma árvore, pegar nos lápis de cor e desenhar os mundos que a sua cabeça já não era capaz de conter e saíam por todos os lados e deslizavam pela gola do casaco, penduravam-se no cachecol e chegavam mesmo a entrar-lhe sorrateiramente pelas botas.
Quando já não cabia na gaveta das toalhas, nem debaixo da mesa e mesmo os roupeiros eram pequenos para si, passou a esconder-se de outras maneiras mais elaboradas, mais engenhosas. Os seus desenhos cresceram com ele e quando na rua alguém o reconhecia e apontava "Ali vai o Pintor!" ele dizia "Eu?!"
Quando inaugurava uma exposição de pintura e lá estavam, um presidente de qualquer coisa, um vereador de uma outra e uma senhora elegante e perfumada e falavam alto, muito alto para que todos ouvissem e diziam "Meu caro amigo!!É com enorme prazer..." ele sentia medo e procurava um sótão para se esconder, mas não é muito comum existirem sótãos nas galerias de arte, ou galerias de arte em sótãos.
Às vezes não aparecia mesmo e fugia para o mar e andavam todos à sua procura e cansados de esperar, discursavam uns para os outros, batiam palmas uns para os outros e comiam croquetes e rissóis pequeninos acompanhados por um cálice de vinho do Porto também pequenino e diziam "É uma honra...", uns para os outros.
Uma noite, esgotadas as fugas e as contra fugas, abandonada a sala no silêncio dos sonhadores, no chão os guardanapos de papel murchavam em patéticos recados "telefonas-me?" ou "tenho saudades..." e ele absorto, distraído das telas e das tintas, ali parado a pensar que as aranhas, se falassem...
-É lindo, este quadro da lua! -disse ela.
-Sim...eu também gosto muito- respondeu, acrescentando timidamente -É meu...
-Eu sei! Já li todos os seus quadros. -disse a mulher.
Ele olhou-a espantado e viu-a. Podia ser a avó, a mãe, a mulher, tanta mulher numa só pessoa, os olhos doces, o desenho das rugas na face expressiva e na sua cabeça já lhe desenhava para sempre o rosto e as alegrias de uma vida tão longa e as tristezas de quem sabe tanto e espera ainda tanto e teve tão pouco e diz não faz mal, pudesse eu ler todos os seus quadros, porque ler as letras eu não sei, éramos tantos e o bibe era curto e o lápis pequeno e a escola tão fria. As letras não sei, mas aprendi o olhar dos outros e as canções da vida, a cor da farinha e do fermento, os tabuleiros dos bolos de noiva, o cheiro da chuva e do anoitecer. E leio, leio tão bem a sua pintura, as falas que me conta em cada traço, a história da lua e da terra a secar, pudesse eu ter esse quadro ao fundo da minha cama e nunca mais teria medo ao deitar!
-Está reservado? Eu poderia comprá-lo às prestações? -perguntou ela baixinho.
Ele sentiu o coração enrolado e viu a avó, a mãe, tantas mulheres naquela mulher e deu-lhe o braço e ofereceu-lhe um Porto e dançou com ela entre a lua e o sol e mentiu-lhe como um namorado e disse, não está à venda, está reservado dentro do meu peito, deve ser do vinho não sei o que o digo nem o que faço!
E na madrugada fria e deserta embrulhou o seu quadro em papel de seda da cor do luar, com cordel de prata deu três voltas inteiras e um laço lasso, inventou um arauto e mandou-o entregar com este recado: "Peço desculpa pela confusão! Afinal o quadro foi sorteado e saiu-lhe a si porque foi a senhora mais linda que leu a minha exposição!"
Depois daquela noite, o pintor nunca mais se escondeu e sonha que o seu quadro da lua terá ainda por companhia, os pés de uma cama onde dorme uma menina, uma senhora, uma mulher, naquela mulher.
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Agradeço a um pintor tímido, a inspiração para esta história.
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Manuela Baptista
Estoril, 2 de Março 2010

55 comentários:

Benó disse...

Linda história com contornos de veracidade.Prendeu-me, do principio ao fim.

walter disse...

Hoje não falo... prefiro esconder-me na gaveta das toalhas, mas... pensando melhor, acho que já cresci um pouco, talvez prefira deitar-me na minha cama e imaginar a seus pés uma tela com uma velhinha de olhar doce, segurando em suas mãos enrugadas pelo tempo uma lua, como se disesse: "toma lá menino, vem buscar, é a tua lua!"

Entre lágrimas deixo-lhe um beijo e a lua

Walter

Linda Simões disse...

Lindo,lindo lindo!

Não se esconda, Walter.Vai buscar a tua lua...


E imagino a tela...Que linda será...


Um grande beijo,


Linda Simões

Brancamar disse...

Manuela,

É emocionante a forma como traduziu para aqui a história do nosso querido e tímido pintor.
Também não consigo falar muito hoje...porque afinal mesmo quando não o imaginamos as suas histórias podem ser tão reais como esta e tão emocionantes.
E este pintor nem sabe no que se meteu, constou-me que era tão tímido que até queria que o nome dele aparecesse em letras pequeninas por baixo das suas obras, mas os amigos pregavam-lhe partidas como esta e gritavam o seu nome em tom maior, tentando chegar ao tamano do seu coração, sem nunca conseguirem, porque era enorme...
Beijinhos para si, grande contadora de histórias de vida e para este pintor tão querido, grande conhecedor da vida...
Com amizade
Branca

Jaime Latino Ferreira disse...

MANUELA BAPTISTA


Se alguma coisa se me afigura dizer é que o Clair de Lune de Debussy lhe assenta, na tua história que também é do Walter, que nem uma luva!

O que é que nasceu primeiro, a luva ou a Lua, o Walter ou a tua história?

Que interessa pois se dançam e se conjugam todos tão bem!?

E com David Oistrakh, então ...!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 2 de Março de 2010

Ana Cristina disse...

Manuela

A sua "casa das histórias" é um encanto.

1 abraço com amizade.
Ana Cristina

Canduxa disse...

A história do pintor tímido encheu-me a alma.
Conheço-o há pouco...
fui daqui há dias conhecê-lo.
Hoje, esta linda história com sabor a luar e a tintas fez-me conhecê-lo um pouco mais....

lindo, muito lindo Manuela!

Beijinhos

manuela baptista disse...

...o meu pc tem estado ocupado por um poeta...

hoje deixo-vos a todos um abraço

e um beijo especial ao menino escondido na gaveta

a quem respeitei a timidez e nem o nome escrevi...(e então agora que até já sei fazer hiperligações!)

amanhã falarei a cada um

Manuela

Graça Pereira disse...

Manela
Linda esta história de vida com pinceladas de côr, não sei se postas pelo pintor tímido, se por ti...
O que eu sei é que o pintor, apesar da sua timidez criou o seu mundo com desenhos de outros mundos que alguém simples entendeu porque afinal era a lua que os dois viam sempre, embora de modo diferente. E a mulher representava todo o público a que ele fugira. Por isso mesmo entendeu que não havia melhores mãos para depositar a "sua" lua. Aos pés de uma cama o público rendia-lhe homenagens todas as noites,numa cama onde dorme aquela mulher.
Valeu a pena vir aqui ás 1.33 da manhã.
Um beijo
Graça

Eva Gonçalves disse...

Que sorte a dessa mulher, que poderia ser tantas mulheres com o dom de ler o quadro do pintor. Quer sorte, a desse pintor, que pode finalmente deixar a timidez, por causa de uma leitora das suas telas... leitores e escritores de telas e palavras... escritores e leitores... que se encontram numa noite de luar... beijo

Por toda minha Vida disse...

Bom Dia.

Nossa Manuela que lindo, que maravilha poder vir aqui e ler-te, como se entristecer?
Aqui só se apaixona, sonha.

Beijo

Renata

manuela baptista disse...

Benó

história verdadeira com contornos pincelados...

Beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Walter

agarrei a sua lua!

quero dizer-lhe que hesitei se deveria ou não sublinhar o seu nome, porque fico assim sem jeito, sabendo que esta é uma história da sua vida! Neste caso eu é que fui o pintor...

mas acabei por salvaguardar a sua timidez, se achar mal eu coloco em letras tamanho XL a origem.

Depois quero pedir desculpa pela ilustração, que não está minimamente à altura da sua lua, mas aí ou pinta outra ou ficamos com esta.

E finalmente digo-lhe, que foi dos textos que eu gostei mais de escrever e a mulher e o pintor ganharam vida própria para além de si e de mim!

Obrigada pela beleza que me emprestou.

um beijo

Manuela

manuela baptista disse...

Linda

a tela, estará ao fundo da cama de uma muito linda e sábia mulher...

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Branca

esta história até a mim me comoveu, não sei mesmo como é que vou mudar esta página...

não mudo e pronto! ficamos aqui!

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Jaime

primeiro nasceu David Oistrakh

a seguir a senhora
depois o Walter
no fim a lua

eu apareci pelo meio e ouvi e dei as pinceladas fatais!

Manuela

. intemporal . disse...

.

. re.acendo.me na luz sendo a chama no pincel e cubro a lua de mel e sou falua que flutua para longe do fel .

. um beijo . total .

. entre.viagens de onde re.voltarei em breve .

. sempre,,, .

.

. paulo .

.

. merecid.íssimo momento ao des.lumbre de um caçador de sóis que tanto admiro .

.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Boa tarde, desejo que esteja bem.
Venho dizer-lhe que no meu novo
blogue: http://livethelifewiththepassion.
blogspot.com
está um selo para si.
Um beijo/Irene

manuela baptista disse...

Ana Cristina

é assim uma espécie de casa encantada?

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Canduxa

devagar, devagar, lá vamos percorrendo a roda e os amigos.

....o pintor merece ser conhecido...

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Gracita, noctívaga!

aqui, pela calada da noite, há sempre qualquer coisa a mexer...uma história verdadeira, um pincel que muda de sítio, uma caixa que se abre e deixa fugir um sonho!

Então quando eu não estou cá, é um desatino!! Este blogue tem vida própria!

beijinhos

Manuela

walter disse...

Manuela,
E eu lá uso algum tamanho XL? Eu recuso-me ser grande assim... Cruzes! É tudo M de menino e às vezes S de Sol igual aquele que chegou à pouco à sua caixa de comentários para se juntar a todo este Luar maravilhoso...

Está tudo muito bem assim... afinal, mesmo que eu não o desse a enteder, por porta e travessas não estaria escondido por muito tempo. Já reparou na foto do meu perfil? É uma noite de luar, uma noite de fantasia... a lua essa eterna vadia sempre a enredar-me com o seu feitiço!

Meu Deus! Minha infância exactamente assim... até as gemadas, roubados os ovos na Quinta da tio João, onde cresci e fui a criança mais feliz do mundo. A árvore era uma velha nespereira junto a um enorme tanque de água onde a tia Emília lavava sua roupa e eu me lavava a mim dos interrogatórios que me desviavam constantemente da rota de sonhos traçadas por mim...
Mas é melhor não dizer mais nada...

Manuela, com toda a sinceridade lhe digo, que sua história (que é minha), foi talvez o mais belo dos presentes que recebi em toda a minha vida, fiquei e ainda estou muito emocionado.

Um sopro de luar para si e para todos os seus queridos leitores

Muito obrigada

manuela baptista disse...

Eva

perguntamos então

se nós os que fazemos a leitura das letras, não perderemos muitas vezes a leitura dos seres?

um beijo

Manuela

manuela baptista disse...

a, nossa! Renata, sonhadora

então não saia de cá!

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Irene, a silenciosa

obrigada pelo selo! eu agora até já tenho um blogue de tesouros.

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Paulo

esteja lá entre portas
entre barcos
entre cais

mas é bom tê-lo aqui e ver este ponteado de luzinhas acesas!

demore-se o tempo que quizer
porque as férias devem sempre parecer eternas :))

um beijo

Manuela

manuela baptista disse...

Walter

claro que já reparei muitOOOOOO bem no seu avatar! Eu sou uma reparadora nata!

e menino feliz
para quem existiu a quinta do tio João e o tanque dos mergulhos!

e um dia desenhe a rota dos sonhos desviados, porque é sempre bom dizer mais alguma coisa.

Assim fico feliz que esta sua rota

tenha sido a minha rota
na leitura de uma generosidade partilhada!

Não se vá embora! de férias só o Paulo :))

um beijo

Manuela

*Lisa_B* disse...

Querida Manuela,

que lindo!!! Pronto, eu só seu dizer esta palavra sempre que tem um novo conto.
Ainda acha a Manuela que se deve continuar a esquivar ao livro? Todos querem ler mais e muito mais dos seus contos pincelados com magia e carinho.
Achei fantástico porque também vou acompanhando esse "menino tímido" e reconheço a realidade com a fantasia que saída das suas mãos tem um tantos tons de carinho e simpatia ...tantos como a beleza das palavras que lhes oferece em cada linha.

Parabéns!Também achei que para além dos contos que ofereceu ao Bruno ,este foi para mim o seguinte texto mais bonito...

Ao Walter que já não se pode esconder de nós leitores e amigos da Manuela os parabéns pela forma como pinta e escreve. Tem uma sensibilidade e bom gosto que transparece em cada gesto e palavra.
Não consigo fazer-me seguidora não sei porquê o blog não aceita mas passo por lá a ver e ler os seus posts.
Um abracinho deste lado de quem tem um "menino" que também se esconde muito fugindo das pessoas e suas conversas.

Beijinhos querida Manuela e Jaime e também para todos que aqui passam neste cantinho mágico e que já me(nos) acolheram nos seus braços.

manuela baptista disse...

Lisa

claro!! as histórias do Bruno são as primeiríssimas!

estas vêm depois... :))

feliz pela permissão dos bytes, que a deixaram livre para vir aqui

beijinhos à mãe ao meu amigão Bruno!

Manuela

Dulce AC disse...

"Gostava de andar por aí, aprender com o pai os segredos da terra, com a mãe a linguagem das plantas, contar as estrelas do céu, sonhar com os peixes do mar e depois, sozinho no silêncio da tarde à sombra de uma árvore..."

Manuela...mais palavras não são precisas, pois está tudo aqui nesta história de luar e de cores.

Que maravilha Manuela..!

Um abraçinho de muitas cores cá fora (onde for) no silêncio da tarde...

Dulce

Graça Pires disse...

Emocionante esta história. Toidas as fugas acabam quando o amor aparece. Há poucos pintores tímidos. A maioria gosta de aparecer e ser louvado mesmo os que não têm talento...
Um grande beijo e obrigada.

manuela baptista disse...

Dulce

cá dentro
no silêncio da tarde

agradeço a sua amizade junto de nós!

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

Graça

emocionante mesmo, era escrever sobre a vaidade, às vezes tão pouco generosa e até tão pouco talentosa...

Tem toda a razão sobre os muitos que gostam de ser louvados!

um beijo

Manuela

Por toda minha Vida disse...

Oi Manu.

Me traduz o que Jaime atensiosamente, respondeu creio ser um dito popular portugues aqui no Brasil o que seria.
"Quanto ao mais, qual academia qual carapuça, gosto muito de a ver por aqui!".
Desculpa a burra aqui.

Beijo

Renata

Filomena disse...

Manuela,
Eu também estou escondida no roupeiro e "ouço" maravilhada a sua história vezes e vezes sem fim

Um beijinho

manuela baptista disse...

Renata

primeiro tenho que ir ali ao lado,ler o comentário completo, porque assim sem mais nada não percebo...

Mas de uma forma geral quando dizemos "qual carapuça" significa "não é nada disso!"

por exemplo:"foi a chuva que me impediu de ir a tua casa!"

se eu não acreditar, digo "A chuva qual carapuça!"

Mas pode ter outro significado, depende do contexto.

Beijinhos

Manu

manuela baptista disse...

Filomenaaaaaaaaaaaaaaaa!

já pode sair do roupeiro, não está aqui mais ninguém!

A história da senhora, do pintor e do quadro é verdadeira, embora neste caso a pintura seja minha...

Agora, pode ler mais uma vez...

beijinhos

Manuela

manuela baptista disse...

...resumindo, resumindo

Renata e carapuças à parte

o que o Jaime quer dizer é que gosta de ler os seus comentários e eu acrescento que não é preciso ser mestre para o fazer!

A Renata pensa que eu percebo tudo o que ele escreve?? :)))

Manu

walter disse...

Olá,
vim só dar uma espreitadela pelo buraco da fechadura, só para ver se aqui ainda há luar... e realmente aqui há luar... permanentemente!

Taaaantas luas bonitas a soprarem claridade!

Agora vou soprar noutras fechaduras, estou atrasadíssimo...

Beijos

Fui...

manuela baptista disse...

Walterrrrrrrrrrrrrrrrr!

foi...

Manuela

Por toda minha Vida disse...

Bom dia, manu.

Estou rindo litros aqui (rindo muito), agora entendi, são diferenças da língua e ainda bem que tenho pessoas para me explicar.
Parece engraçado mas só percebi que "você" não é usado em Portugal contudo isto me encanta as diferenças que nos aproxima e não nos afasta.

Beijo para você, Jaime e Filomena (não consigo comentar no seu blog).


Renata

manuela baptista disse...

Renata

aqui rimos a "bandeiras despregadas" ou "partimos o coco a rir"...

litros, por enquanto, só de água da chuva que não pára de cair!

Agora, com as invasões brasileiras, também já existem pessoas que se tratam por você.

Quando conhecemos bem alguém, tratamos por "tu", quando não conhecemos tratamos por você, mas comemos o "você".

Assim:" A Renata quer vir passar o fim de semana a Portugal?"

No Brasil diriam: "Renata, você quer vir...."

beijinhos

Manu(ela)

Filomena disse...

E eu não consigo comentar o seu Renata, mas sempre lá vou. Beijinhos e muitos.
Seu blog está sempre lindo. arranja uns layouts magníficos


Filomena

Sonia Schmorantz disse...

Linda história!
beijo, otimo fim de semana

manuela baptista disse...

Sonia

obrigada e bom fim de semana para si também!

um abraço

Manuela

Nuance disse...

Que estória/história lindíssima.
Adorei o verbo "ler".
Não sei quem é o pintor tímido, mas para já, vou espreitar o "Walter".
Espero que a porta esteja aberta. Não iria ler nada pelo buraco da fechadura..., não sei onde meti os óculos...

Abraço.
Fátima

walter disse...

hum! aposto que está a "cozinhar uma sopinha de letras", estamos a ficar esfomeados...

quando estiver pronto sentirei o cheirinho e virei tomá-lo devagarinho, muito devagarinho...
não vá eu deixar cair as letrinhas pelo chão e depois a história da sopinha de letras será outra bem diferente... a Maria que era para casar com o Zé, acaba por casar com o João...eheheh

somente para deixar um sorriso e lhe desejar uma boa noite, ah...e um bom domingo!

um beijo

manuela baptista disse...

Fátima

acertou em cheio mesmo sem óculos...

um abraço

Manuela

manuela baptista disse...

Walter

é...ando para aqui às voltas, não com uma sopa, mas com um jantar completo...

Também, depois desta página aluada, como é que pego na meada?

Talvez bem do cimo de uma telha beirã...

um beijo

Manuela

*Lisa_B* disse...

Querida Manuela,

passei aqui para deixar beijinhos e desejar um bom fim-de-semana.
Ainda ando atarefada por cá, com estas coisas da chuva que teima em não nos deixar.

Saudades do convívio e momentos lindos...espero que os bytes voltem depressa ao que eram.

Beijinhos também para todos os amigos que aqui passam.

Aperto de mão do Bruno :-)

manuela baptista disse...

Bom fim de semana meus queridos Bruno e Lisa!

Beijinhos

Manuela

Magia da Inês disse...

Olá, amiga!
Para você:
"... um mundo mais feminino,
mais rosado e sensibilizado...
mais equilibrado e mais perfumado..."
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Beijinhos.
Uma ótima semana!...
Itabira - Brasil

manuela baptista disse...

Inês

obrigada pela mensagem cor-de-rosa!

beijinhos

Manuela

Anna disse...

Extraordinário!
Estou encantada com esta curta-metragem da vida de um ser assim sensível e inocente... do olhar de alguém que prefere não ser olhado...
Pela intensidade da imagem, pelo fluir tão delicado e ao mesmo tempo tão cativante destas palavras... parabéns!

Não me enganou em nada o consistente elogio que li algures e que me fez viajar até aqui!!

manuela baptista disse...

Anna

agradeço as suas palavras e saiba que gosto de a ter aqui!

um abraço

Manuela