É um tempo antigo, simples de entender. De um lado o
deserto aparentemente solitário e sopra o vento quente e seco e as paisagens
mudam hora a hora e aquietam-se no fresco da noite quando os grãos de areia se
transfiguram e os olhos pasmam com a multiplicação das estrelas e o brilho do
luar. Do outro lado o rio e os ventos alísios e a humidade inconstante e
volúvel.
este é o deserto, o rio continua aqui
dedicado a Luís Alves da Costa
fotografias de Fernando Pedrosa