rascunho o sol a areia a concha da minha mão

rasto de búzio maré vaza


pegada de deus descalço

azular o mar











cadernos de rascunhar de mb






e Malaquias adormecia


esquecidas as penas e as fadigas 

abraçava os sonhos
as cigarras os melros e as cotovias




redesenho e invento um sonho de mb







ao meio

as quatro pontas

navega

dobra o cabo

do medo

é de papel

porque não?



lápis azul branco em fundo preto de mb





agosto


impensadamente
escrevi um poema, pequeno, frágil
desajeitado

fundo branco farol de tempestade
não sabia ao que vinha era apenas Agosto

dia 2, do ano de 2009

faz hoje dois anos, setencentos e trinta dias


tenho ainda setecentas e sete mil histórias para contar, ando por aqui, mas não estou cá, na dualidade permitida aos seres imperfeitos e curiosos, aos que vagueiam entre os mundos imaginários com os pés assentes na lua, sujos do verde da terra, os bolsos repletos de folhas de papel

se chover, que bem se está



vou pintar

a quilha de um pássaro
ou de um barco
ou do esterno de um menino magro

qualquer outra pessoa que não eu, diria,

regresso com as marés vivas, feliz Verão!


"zen family" Sintra de mb