impensadamente
escrevi um poema, pequeno, frágil
desajeitado
fundo branco farol de tempestade
não sabia ao que vinha era apenas Agosto
dia 2, do ano de 2009
faz hoje dois anos, setencentos e trinta dias
tenho ainda setecentas e sete mil histórias para contar, ando por aqui, mas não estou cá, na dualidade permitida aos seres imperfeitos e curiosos, aos que vagueiam entre os mundos imaginários com os pés assentes na lua, sujos do verde da terra, os bolsos repletos de folhas de papel
se chover, que bem se está
vou pintar
a quilha de um pássaro
ou de um barco
ou do esterno de um menino magro
qualquer outra pessoa que não eu, diria,
regresso com as marés vivas, feliz Verão!
"zen family" Sintra de mb