O sol era quente e o cão ladrava.
Ela dizia baixinho, conta, outra vez… enquanto os dedos magros abriam cuidadosamente as vagens e retiravam uma a uma as redondas sementes. Em cada cinco trincavam uma sem ninguém ver, era essa a regra. Quebrada, era o amuo, a zanga, o fim do faz-de-conta, a face cerrada.
E contava outra e sempre desta vez era uma vez uma menina perdida tanta vez perdida e chovia muito e ela pingava de água e de frio. Bateu à porta de um castelo.
As pedras guardam o calor durante muitas horas e colam desenhos geométricos à pele das coxas.
Quem saberá de uma princesa friorenta num tempo de trevas, se eu esconder debaixo de mim uma ervilha não dormirei durante duas noites e à terceira delas, o cansaço e o sono levar-me-ão para um outro reino onde existe um deus chamado Morfeu, que cativa as crianças que acreditam que as portas se abrem quando os galos cantam.
O dedo polegar e o indicador acastanham-se, oxidam-se no cansaço da tarde e o cão continua a ladrar.
O segredo está em deitar no tacho meia colher de chá de açúcar branco e a doçura amacia-se em verde esperança, com um ramo de cheiros e coentros picados com uma tesoura.
Os dias acrescentam-se num engano de horas e julgam-se maiores ou mais belos, mas somos nós que lhes acrescentamos o sal e meia colher de chá de riso quando engolimos sem mastigar a vigésima quinta ervilha, aquela que pelas leis de Mendel determinou a cor dos nossos olhos e a largura da oxidação de um polegar.
Depois o rei ordenou que lhe dessem banho e lhe vestissem um vestido de veludo verde-água e a ensinassem a cantar.
Reencontrado o tempo dos risos, quente era voz que contava os contos e os barcos eram verdes como ervilhas a navegar.
O dedo polegar e o indicador acastanham-se, oxidam-se no cansaço da tarde e o cão continua a ladrar.
O segredo está em deitar no tacho meia colher de chá de açúcar branco e a doçura amacia-se em verde esperança, com um ramo de cheiros e coentros picados com uma tesoura.
Os dias acrescentam-se num engano de horas e julgam-se maiores ou mais belos, mas somos nós que lhes acrescentamos o sal e meia colher de chá de riso quando engolimos sem mastigar a vigésima quinta ervilha, aquela que pelas leis de Mendel determinou a cor dos nossos olhos e a largura da oxidação de um polegar.
Depois o rei ordenou que lhe dessem banho e lhe vestissem um vestido de veludo verde-água e a ensinassem a cantar.
Reencontrado o tempo dos risos, quente era voz que contava os contos e os barcos eram verdes como ervilhas a navegar.
"ervilhas" desenhos a pastel de mb