quando tudo se acastanha em sombreados dourados compostos de matéria indefinível sem ornamentos e lamentos
os seres alados encontram-se ao entardecer
sussurrando ladainhas ternas fechando as asas como quem se abraça devagar porque pressa não é coisa para gostar
gostamos nós das entretecidas folhas vestidas de rainhas da noite e as aves peixes homens ou borboletas procuram as tocas e os ninhos e assim enrolados em si
os seres alados encontram-se ao entardecer
sussurrando ladainhas ternas fechando as asas como quem se abraça devagar porque pressa não é coisa para gostar
gostamos nós das entretecidas folhas vestidas de rainhas da noite e as aves peixes homens ou borboletas procuram as tocas e os ninhos e assim enrolados em si
são como crisálidas de espanto à espera da lua cheia
os nossos pés descalços assemelham-se à terra que pisamos e não deixamos pegadas viajando incógnitos vagos delicados
somos e não somos bem amadose se por um acaso acordarmos antes do seu tempo os morcegos adormecidos nas casas abandonadas e nos túmulos dos poetas ou os ouriços nas profundezas dos buracos
sentiremos um agitar das águas e um vento seco que levanta as penas dos pássaros faz bater as portas e apaga as luzes das cidades
a noite alonga-se suspendendo as suas pontas nas árvores mais altas
os nossos pés descalços assemelham-se à terra que pisamos e não deixamos pegadas viajando incógnitos vagos delicados
somos e não somos bem amadose se por um acaso acordarmos antes do seu tempo os morcegos adormecidos nas casas abandonadas e nos túmulos dos poetas ou os ouriços nas profundezas dos buracos
sentiremos um agitar das águas e um vento seco que levanta as penas dos pássaros faz bater as portas e apaga as luzes das cidades
a noite alonga-se suspendendo as suas pontas nas árvores mais altas
uma a uma para não entontecer e há sempre uma coruja sonolenta que nos empresta o adormecer
e silenciosamente tudo se acastanha até desvanecer
e silenciosamente tudo se acastanha até desvanecer
desenhos a pastel de mb
