largo-as em qualquer canto para que se arrumem acomodem ou simplesmente se esqueçam de mim
sacudo o pó dos dedos e dos olhos
das janelas não sei pois se abertas permanecem e tanto entra o sol como a lua
mas são as sombras essas sim que desvanecem o silêncio que se forma nas esquinas
na hora dos morcegos e dos homens sós que assustam as árvores da floresta sobem aos telhados e às chaminés numa desmesurada altura
do falar das poços de água pouco se sabe mas habitam neles as sereias desconhecidas as primeiras
na hora dos morcegos e dos homens sós que assustam as árvores da floresta sobem aos telhados e às chaminés numa desmesurada altura
do falar das poços de água pouco se sabe mas habitam neles as sereias desconhecidas as primeiras
aquelas que o mar não quer corpo de ave busto de mulher
não é enganador o canto nem tão pouco o espanto que me desdobra a pele quantas sou eu só e tantas outras
memória eco de um tempo alado abismado penumbroso e lento desatento de um princípio assim
limites esbatidos aguarelada mista de estar e já não ser aqui
e se na origem e na extremidade destas horas o brilho da madrugada aluada reconquista os lugares do coração
não é enganador o canto nem tão pouco o espanto que me desdobra a pele quantas sou eu só e tantas outras
memória eco de um tempo alado abismado penumbroso e lento desatento de um princípio assim
limites esbatidos aguarelada mista de estar e já não ser aqui
e se na origem e na extremidade destas horas o brilho da madrugada aluada reconquista os lugares do coração
regresso eu a um degrau da escada que pode ser no tecto ou apenas no chão
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esta é uma página que vai e volta e a noite nem dá por isso
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Manuela Baptista
2010/07/16