entre o ficar quieta e mexer um nó de vento
vai a medida certa entre o verão e um pensamento
abrir entreabrir descerrar esta janela
assim como quem estende uma toalha amarela
enamorada de um grão de areia em pé descalço
o nariz ao sol intenso desejoso de bebidas encarnadas
de camarões algas e pedras redondas embaladas
em ondas de espuma no marulhar das águas frias arrepiadas
dessas gosto eu e dos rochedos tristes a inventar segredos
e eu tão levezinha fútil e descuidada
como uma salada em vinagreta doce e erva-fina
coração cigano suspirado e de sons embriagado
desenhando na palma da mão a minha sina
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toalhas amarelas e bloody mary em pastel a óleo
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Manuela Baptista
2010/06/25