luz doce tranquila e palpitante
na perspectiva difusa de um recanto
casulo de madrugada adormecida
buscando em pássaro o seu próprio canto
. liberta-me disse o pássaro não sei respondeu
se é condição desassombrada de um instante
desenrolando as asas sobre o infinito
ardendo em lume brando brando o espanto
.aprisiona-me apenas o sentido do vento
desobriga-me de mim e deste encanto
reconhecida imprecisão de uma linha
desenhada a ferro fogo e água fria
.transgride-me este feixe que alumia
na visibilidade de um ser ave e já não ser
cativa-me para que cativado voe
na entrega solitária de um querer
.liberta-me! disse o pássaro
não sei - respondeu
na perspectiva difusa de um recanto
casulo de madrugada adormecida
buscando em pássaro o seu próprio canto
. liberta-me disse o pássaro não sei respondeu
se é condição desassombrada de um instante
desenrolando as asas sobre o infinito
ardendo em lume brando brando o espanto
.aprisiona-me apenas o sentido do vento
desobriga-me de mim e deste encanto
reconhecida imprecisão de uma linha
desenhada a ferro fogo e água fria
.transgride-me este feixe que alumia
na visibilidade de um ser ave e já não ser
cativa-me para que cativado voe
na entrega solitária de um querer
.liberta-me! disse o pássaro
não sei - respondeu
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apenas fugimos do ruído dos dias
se libertarmos um pássaro
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Manuela Baptista
16 de Abril, sexta feira à noite
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(fotos pessoais dos pássaros de fogo)